Autor: Sofia Silveira

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Exemplo de exercícios complementares de força para atletas

Como apresentado no artigo anterior (aqui), o treino complementar de força pode otimizar a performance do atleta e contribuir para a diminuição do risco de lesão. Alguns exemplos de exercícios que podem ser incluídos num programa de treino são:

Barbell squat
Step-up
Seated hip adduction
Romanian deadlift
Leg curl
 

É de realçar que os exercícios devem ser prescritos tendo em conta as características, necessidades e limitações de cada atleta e que as variáveis de treino, nomeadamente volume, intensidade e frequência, ou seja, número de séries e repetições, cargas utilizadas e número de treinos por semana, devem ser ajustados ao longo do tempo e adaptados ao contexto em que cada atleta está inserido. O ideal é que este treino complementar seja acompanhado por um profissional!

A importância do treino de força complementar em atletas

Em desportos coletivos como o futebol, a otimização da performance de um jogador e, consequentemente, de toda a equipa, prende-se pela conjugação de várias capacidades, como força, resistência, velocidade, agilidade, entre outras.

O treino complementar em futebolistas torna-se fundamental para aumentar o rendimento desportivo sendo prescrito, geralmente, tendo em conta o calendário e os próprios treinos específicos de futebol realizado pelos jogadores.

O treino complementar depende das necessidades e limitações/pontos a melhorar de cada jogador mas, de forma geral, pode passar por treino de estabilidade, mobilidade, potência, força, entre outros. Falando do treino complementar de força, podemos afirmar que este, especificamente, visa:

  • Reforçar a musculatura que é mais solicitada no desporto, como toda a dos membros inferiores;
  • Promover o equilíbrio muscular, ao desenvolver músculos não tão usados no desporto, mas que é estritamente necessário para não criar compensações musculares. Desta forma, irá promover-se qualidade de movimento e redução do risco de lesão muscular;
  • Melhorar a postura do jogador, consequência dos fatores mencionados no ponto anterior;
  • Melhorar movimentos específicos do desporto que dependem da força e não só da técnica, como contactos com a bola, saltos, mudanças de direção, disputas de bola, entre outros;
  • Promover uma melhor recuperação do jogador, dado que se torna mais forte e resistente;
  • Melhorar a saúde articular em geral, uma vez que o aumento de força irá reduzir a pressão nas articulações e, consequentemente, irá reduzir o risco de lesão articular.

Se o treino de força estiver presente e aferido e se o jogador treinar de forma consciente e consistente, o seu rendimento em campo irá melhorar consideravelmente, desde correr mais rápido, chutar para mais longe, rematar com mais força, desmarcar-se mais rápido ou fazer movimentos mais fluídos e com mais qualidade.

 

Personal Trainer Sofia Silveira